Domingo, 12 de Julho de 2009

CANTO À MINHA CIDADE (Homenagem a Pernambuco)


De vez em quando me bate uma tristeza
Uma melancolia. Uma saudade doída,
É quando me lembro da minha terra querida
Cidade das pontes e rios, rica de alegria e beleza

Vendo as fotos do meu Recife querido,
Me vem uma lembrança manhosa, silente
A vontade de regressar que, dormente
Me arrebata e me queda entristecido
Lembro de Olinda, de sol e mar cativante
Onde o carnaval é vibrante, colorido

Lembro de Candeias, onde fiz a minha casa
De Jaboatão, onde me espera uma rede gostosa
Essa saudade me vem angustiante, lamuriosa
Por vezes me anima, noutras me arrasa

Uma vontade que vem forte e maltrata,
Castigando com furor e impiedosa a emoção
Maltrata, este lembrar quente e saudoso...
Acelera e castiga o meu pobre coração

Lembro-me das vezes tantas em que , sem saber,
Desejava partir para terras distantes
Desconhecidas terras onde busquei aventura
Procurando o que não via o que já tinha antes...
Agora, a saudade de tudo o que deixei, me tortura

Longe, sinto a falta do tempero a sal e pimenta
Do sabor dos teus beijos que não me sai da lembrança,
Ó, meu nordeste quente, tu me aqueces a saudade!
Ainda pro teus braços voltarei. Tenho esperança!

Não esquecerei o teu rumo... Sei que me aguardas
Minha terra querida, deslumbrante e altaneira
Quero beijar-te mais uma vez a face brejeira
Antes que o tempo me encha o peito de mágoas...
E que se esvaia de mim o recordar plangente
De adorar-te com alma, e abraçar-te inteira


Daniel Amaral
12 de Julho de 2009


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Sábado, 27 de Junho de 2009

AMOR&POESIA_77 - Michael Jackson _ Homenagem ao eterno Rei da Pop Music

Homenagem a Michael Jackson.


Um tributo ao artista que revolucionou a música negra norte-americana.
Que, através do talento, impôs a sua arte. A arte que o fará para sempre ser recordado como um dos maiores ícones da música deste milênio.
Justo agora, quando se preparava para retornar aos palcos e aos shows, ele se foi... Mas, a sua música e a sua presença permanecerão.
A imagem do Michael menino está viva em nossas lembranças. Era como o amigo de infância que cresceu conosco.

Este podcast pretende ser mais uma das tantas homenagens e tributos que criador do moonwalk tem recebido.

Músicas:

Earth Song, Will You Be There (Free Willy Movie Soundtrack), Billie Jean, In The Closet (feat. Naomi Campbell), Smooth Criminal, Butterflies, Scream com Janet Jackson, You Rock My World, Liberian Girl.

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Ao Artista

Como querer, pretender
Entender um artista genial?
Eles nos surpreendem,
Nos animam e nos espantam!
Eles criam, inventam,
Se reinventam,
Extrapolam as convenções.
Carregando em sua sina
De seres únicos
E aquinhoados de talentos
Que, mais que instrumentos... De criação,
São tormentos ao coração,
Do que vai na alma, na visão
Que, diferente da multidão,
Que lhes seguem os passos
Apontado as suas feridas
Tristemente conseguidas
No esforço brutal da criação.
Por isso, quase sempre,
Muito cedo eles se vão.
Precisam descansar o seu espírito.
Partem, como num grito,
De repente.
Escapando à solidão.
Deles, para sempre ficam
As marcas que nos indicam
O caminho da redenção
Onde reconhecemos
O indelével toque de suas mãos...
E, porque desafiam a impermanência,
Deles, para sempre fica uma certeza,
Uma verdade:
Jamais morrerão.
Antes, porém, ficarão
Para sempre na eternidade
De uma canção.

'Bye, Michael.


Daniel Amaral
26/06/2009











Este é o VIDEOCAST completo:


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Domingo, 14 de Junho de 2009

AMOR&POESIA_76

Neste podcast, trago as poesias de Antônio Kleber. O programa é todo dedicado ao poeta carioca autor dos livros "Quarenta Sonetos Sem Pecados" e "Tuna", ambos pela Editora ZEM do Rio de Janeiro. Antônio Kleber que tem, na minha opinião, como principal característica o total domínio dos recursos da língua e uma pena muito apaixonada, que nos fala de amores perdidos, de saudades... Sempre com muito sentimento.

Descobri o poeta na internet. Então ele começou a enviar-me as suas poesias. Confesso que no princípio, senti-me um tanto quanto apreensivo em função do desafio que antevi para interpretar as suas poesias e expressar o sentimento nelas contido. Hoje, penso que foi um bom desafio. Sinto-me recompensado agora que publico este podcast.

Apresento as poesias Cessa A Busca, Partidas, Coisas Antigas, Lembrança, Amor E Violência, Últimos Avisos, Partidas, Sofrimento, Vibrações, Sonho, Após O Olor Que Alenta, Uma Saída, Cultivo De Saudades, Agora É Tarde, Muito Tarde!, Murmúrio e Cereal Da Vida.

Músicas:

Lembra de Mim_ Emilio Santiago (Ivan Lins/vitor Martins), Titanic Symphony _ Richard Clayderman, O Chamado_ Marina Lima, Lara Croft_Tomb Raider Game Music, Serenade (Franz Schubert) _ Richard Clayderman, Why _ Annie Lennox, The Eyes Of Truth Is Always Watching You _ Enigma, Hovering Venus _ Psychetropic _ Magnatune, The Internal _ ABA STRUCTURE _ Magnatune, How Can You Mend A Broken Heart _ Bee Gees (Ao Vivo!) - Para matar saudades.

OPERÁRIO-PRANTO
Solto a vida no vagar da sorte
como a morte no trilhar do sonho
No infinito do cantar sombrio
colho o fruto do sofrer eterno

Divagando no saber estranho
conhecendo a força do mistério
argamasso a construção do canto
na canção que diz do amor sublime

Maldizendo o que recebo em troca
nesse troço de trocar amores
vou seguindo o meu caminho ao largo
debandando da tragédia amarga
Prisioneiro deste pesadelo
vendo o sangue do operário-pranto
desconheço a solução da força
pra rezar um terço de emoção

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Este é o grande poeta Antônio Kleber. Operário da poesia.
Espero que você também goste.

Um abraço deste que vos fala e escreve.

Daniel Amaral.

PS: O desenho acima foi feito dentro do comboio - que é como os portugueses chamam os trens - que faz a linha Lisboa/Sintra.
A rapariga (moça de família) estava a dormir e tinha uma expressão imperdível.

Os trens em Portugal são muito confortáveis e todos os usam. Decerto que nunca estão sujeitos a chicotadas, como os moradores da baixada fluminense. Uma cena que vi na tv. Aliás, cena muito lastimosa e triste.







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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

AMOR&POESIA_75


Esta é uma re-edição (nova gravação) do podcast publicado em 01 de Fevereiro de 2008.

Nessa altura, ainda não possuía a qualidade de áudio que penso ter gora, e achava que ficara a dever um pouco em termos de interpretação... Tudo isso posto, senti-me na obrigação de re-editar este podcast que traz as poesias do grande mestre Indiano RABINDRANATH TAGORE, ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1913.

Poeta, contista, dramaturgo, músico, pintor... foi o maior poeta moderno da Índia e um dos maiores gênios da cultura indiana.

Poema de Despedida

É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante.

Rabindranath Tagore

Músicas usadas neste podcast:
-Music For meditattion_Immrama - Stellamara - (http://www.magnatune.com/)
-Lotus - AppleLoops
-Walking through the Forest - Dan Gibson
-Om Mani Padme Hum - Mantras for Meditation
-Inner Peace - Steven Halpern
-As Voltas Que O Mundo Dá - Mônica Salmaso
-Music for Meditation_Stars - Beth Quist - (http://www.magnatune.com/)
-Chariots Of Fire - Vangelis
-Anup (multi-instrumentista indiano) - Reflection - (http://www.magnatune.com/)


Obrigado pela audiência. Um forte abraço.

Daniel Amaral









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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

ODE A LISBOA



Meu pensamento anda no tempo à toa

Quando caminho distraído e alegre

Pelas ruas e avenidas de jardins verdejantes

Entre os prédios seculares da bela Lisboa

Que me fazem viajar nas asas do tempo.


Por vielas de calçadas e sombras, dou-me conta

A cada detalhe onde ainda da história soa

O grito heróico dos destemidos homens valentes

Que te fizeram no mundo para sempre

Cantando os seus versos a ardente Lisboa.


Cidade peninsular de montanhas imponentes

Onde cresceu o casario que o passado ainda canta

A Lisboa do Tejo, que sorrindo caloroso te abraça

És tu a cidade de histórias e lembranças tantas

Encantada Lisboa em cada torre em cada praça


Eu que venho de terras longínquas

Aprendi a te amar agradecido e carinhoso.

Porque dos teus braços deu-me a tua beleza

E os meus olhos de amante simplório brilham

Com todo o gostar de um olhar ternuroso

Enquanto os pardais à volta cantam e brincam


É assim este gostar: singelo, despretensioso

Como o amante que se alegra em gostar docemente

Enquanto passam as estações e o coração alegre

Com o nascer das manhãs, quando um sol mensageiro

Traz a alegria de um novo dia em que estarei contente


Daniel Amaral

11/05/2009


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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

AMOR&POESIA_74_Gibran Khalil Gibran


Reapresento neste novo podcast o escritor Libanês Khalil Gibran (6 de janeiro de 1883, Bsharri, Líbano - 10 de abril de 1931).

A minha imagem do Gibran, quando da leitura dos seus escritos, sempre foi a de um homem místico e dono de uma enorme alma de sensibilidade ímpar.
Essa imagem sempre me levou a querer entender o seu universo e o das suas palavras. A realidade dos seus pensamentos no momento em que os viveu.

"Gibran Khalil Gibran esse é o seu nome completo. Assim assinava em Árabe. Em Inglês preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran. É mais comumente conhecido sob o simples nome de Gibran.

Nasceu em 6 de Janeiro de 1883 em Bsharri nas montanhas do Líbano a uma pequena distância dos cedros milenares.
Quando um dia um temporal se abate sobre sua cidade, Gibran olha fascinado para a natureza em fúria e, estando a sua mãe ocupada, abre a porta e sai a correr com os ventos.
Quando a mãe apavorada o alcança e o repreende, ele lhe responde com todo o ardor de suas paixões nascentes:

"Mas mamãe, eu gosto das tempestades, gosto delas, gosto!"

Um de seus livros em Árabe será intitulado "Temporais".

Em 1894 emigra para os Estados Unidos com a mãe, o irmão Pedro e duas irmãs, Mariana e Sultani. Vão morar em Boston. O pai permanece em Bsharri.

Gilbran morreu em 1931, no dia 10 de Abril, no Hospital San Vincent em Nova Iorque no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente."


Divina Música

Divina Música


Divina música. Filha da alma e do amor.

Cálice da amargura e do amor.

Sonho do coração humano.

Fruto da tristeza. Flor da alegria.

Fragrância e desabrochar dos sentimentos.

Linguagem dos amantes.

Confidenciadora de segredos.

Mãe das lágrimas do amor oculto.

Inspiradora de poetas. De compositores e dos grandes realizadores.

Unidade de pensamento dentro dos fragmentos das palavras.

Criadora do amor que se origina da beleza.

Vinho do coração que exulta num mundo de sonhos.

Encorajadora dos guerreiros.

Fortalecedora das almas.

Oceano de perdão e mar de ternura.

Ó, Música!

Em tuas profundezas depositamos nossos corações e almas.

Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos e a ouvir com os corações.

Khalil Gibran
In: A voz do Mestre, p.69-71


Músicas: Enigma - Prism Of Life; Yoga Meditation - Music For Massage - Inner Peace, Ravi ShankarMorning Love. Morning Love do álbum Celebration; This Never Happened Before, da trilha sonora de A Casa do Lago Filme de 2006 com Keanu Reeves e Sandra Bullock (excelente filme com um argumento muito original) - Paul McCartney; TheSacrifice - Michael Nyman; Katyia's Dance - Suzanne Teng (www.magnatune.com); Hawaiian Instrumental, Relaxing _ Island Music _ Carribean Dream _ Stillness_of_Dawn.











Até o próximo podc ast. Um abraço.

Daniel Amaral.


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