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terça-feira, 15 de maio de 2012

AMOREPOESIA_20 - Thiago de Melo




Thiago de Mello nasceu na cidade de Barreirinha, no coração do Amazonas, no dia 30 de março de 1926.
Conhecido internacionalmente por sua luta em prol dos direitos humanos, pela ecologia e pela paz mundial, o autor foi perseguido pela ditadura militar implantada no Brasil em 1964. Foi obrigado a deixar sua terra, tendo se exilado no Chile, até a queda de Salvador Allende. Seus trabalhos foram publicados no Chile, Portugal, Uruguai, Estados Unidos da América, Argentina, Alemanha, Cuba, França e outros mais.
Considerado um dos grandes escritores brasileiros e um dos mais traduzidos, o poeta amazonense mora atualmente em Barreirinha, uma vila de 5 mil habitantes, no Baixo Amazonas, distante de Manaus (vinte horas de barco). Estamos, mais uma vez a reverenciar a linda poesia do mestre, Thiago de Melo, sempre vestido de branco porque, como ele diz em "Os Estatutos do Homem" no Artigo X, "Fica permitido a qualquer pessoa, a qualquer hora da vida, o uso do traje branco".


Poesias:

A Arte de Amar, Flor de Açucena, Os Astros Íntimos. Biografia por Aníbal Beça. Mais Sugestão, O Aprendiz do Espanto, Ninguém Me Habita. Na abertura do podcast, Thiago y Santiago _ Pablo Neruda.

Músicas:

Shira Kammen _ Deep Schist - Na vinheta de abertura; Flávio Venturini e Toninho Horta ao Vivo _ Espanhola; Kid Abelha _ Amanhã é 23 ( CD Acústico MTV); Lenine _ Paciência; 14 Bis e Vanessa Rangel _ Sonhando o Futuro; Enigma _ Erotic Dreams (CD Temple Of Love) _ Voices In The Dark.

sábado, 12 de maio de 2012

O POETA MAIOR - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE



Canção amiga

Eu preparo uma canção 
em que minha mãe se reconheça,
 
todas as mães se reconheçam,
 
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
 
que passa em muitos países.
 
Se não se veem, eu vejo 

e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo 

como quem anda ou sorri.
 
No jeito mais natural
 
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
 
formam um só diamante.
 
Aprendi novas palavras
 
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção 

que faça acordar os homens 

e adormecer as crianças.

Carlos Drummond de Andrade 




 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

AMOREPOESIA_155 - Vinicius de Moraes



Homenagem ao poeta Vinicius de Moraes. Poeta, compositor, autor, diplomata... "O branco mais preto do Brasil, na linha direta de Xangô".

Poesias:
Um dia a maioria de nós irá se separar, Soneto do amigo, Pela luz dos olhos teus, Soneto da separação, Poética, Dialética, A Felicidade, O verbo no infinito, Eu não existo sem você, Soneto de Fidelidade.


Músicas:
Blade Runner - Main title; Gregorians, sarah brightman, enya, james last, adiemus, andre rieu, enigma, andrea bocelli; Gabriel's Oboe - Enio Morricone; I Believe - Era;
Antonio Carlos Jobim - vocals & piano, Jacques Morelenbaum -violoncelo, Paulo Jobim - guitar, Danilo Caymmi vocals & flute, Sebastião Neto - bass, Paulo Braga - drumms, Ana & Elizabeth Jobim, Simone Caymmi, Maúcha Adnet, Paula Morelenbaum - vocals (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) - A Felicidade; Elis Regina - (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) - Só tinha de ser com você; Outono - Djavan; Al Green - How Can You Mend A Broken Heart? 


 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A MINHA HISTÓRIA


Começo o podcast com Mercedes Sosa, trazendo de volta o seu canto forte e quente. Ela que foi um ícone da luta contra a opressão e que será sempre lembrada pela defesa dos povos latino-americanos que se viram, num determinado momento da história recente, vítimas de governos totalitários, arbitrários.

Mercedes faleceu no dia 4 de Outubro de 2009. Uma voz para jamais esquecer.


Começo o podcast falando um pouco sobre mim, a minha história e a minha trajetória. Eu que vivi literalmente no mato, fui criado em contato direto com a natureza e cresci levando porrada e lutando, mas nunca me entreguei e hoje aproveito para dar este testemunho de fé na vida e na humanidade e muita fé em Deus. 
Termino o podcast com 3 poesias minhas, Brilho, Enternecer e A Poesia Enevoada.


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quinta-feira, 26 de abril de 2012

José Saramago - Nobel de Literatura de 1998


José Saramago
Prêmio Nobel de Literatura 1998

Protopoema




Do novelo emaranhado da memória, da escuridão dos 
nós cegos, puxo um fio que me aparece solto. 
Devagar o liberto, de medo que se desfaça entre os 
dedos. 
É um fio longo, verde e azul, com cheiro de limos, 
e tem a macieza quente do lodo vivo. 
É um rio. 
Corre-me nas mãos, agora molhadas. 
Toda a água me passa entre as palmas abertas, e de 
repente não sei se as águas nascem de mim, ou para 
mim fluem. 
Continuo a puxar, não já memória apenas, mas o 
próprio corpo do rio. 
Sobre a minha pele navegam barcos, e sou também os 
barcos e o céu que os cobre e os altos choupos que 
vagarosamente deslizam sobre a película luminosa 
dos olhos. 
Nadam-me peixes no sangue e oscilam entre duas 
águas como os apelos imprecisos da memória. 
Sinto a força dos braços e a vara que os prolonga. 
Ao fundo do rio e de mim, desce como um lento e 
firme pulsar do coração. 
Agora o céu está mais perto e mudou de cor. 
É todo ele verde e sonoro porque de ramo em ramo 
acorda o canto das aves. 
E quando num largo espaço o barco se detém, o meu 
corpo despido brilha debaixo do sol, entre o 
esplendor maior que acende a superfície das águas. 
Aí se fundem numa só verdade as lembranças confusas 
da memória e o vulto subitamente anunciado do 
futuro. 
Uma ave sem nome desce donde não sei e vai pousar 
calada sobre a proa rigorosa do barco. 
Imóvel, espero que toda a água se banhe de azul e que 
as aves digam nos ramos por que são altos os 
choupos e rumorosas as suas folhas. 
Então, corpo de barco e de rio na dimensão do homem, 
sigo adiante para o fulvo remanso que as espadas 
verticais circundam. 
Aí, três palmos enterrarei a minha vara até à pedra 
viva. 
Haverá o grande silêncio primordial quando as mãos se 
juntarem às mãos. 
Depois saberei tudo. 



(in PROVAVELMENTE ALEGRIA, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1985, 3ª Edição)


Músicas:

Mariza -  Meu Fado Meu; Hans Christian - cinema; Daniel Estrem - Reverie; Milton Nascimento - Caçador de Mim; Cesaria Évora - Sodade; Ryan  Farish - Full  Sail; Rodrigo Leão - Rosa; Elis Regina - Fascinação;  Tim Rayborn - Al-Qamar - Qanun (Egypt).

iTUNES - SOCIETY AND CULTURE _ PERSONAL JOURNALS - AMOREPOESIA

 

AMOREPOESIA_114 - VIVA O AMOR!

PODCASTS

HELP AN ARTIST

FINEART AMERICA

Art Prints

CÉLIA LABORNE - YOUTUBE

UM PASSEIO POR VITÓRIA E VILA VELHA

IMAGENS - DANIEL AMARAL

APRESENTAÇÃO DE SLIDES

AMOREPOESIA - O PODCAST QUE FALA DE AMOR

"Rising Above" by Cari Live

EM QUE PARTE DO MUNDO ESTÁ VOCÊ?

EM TEMPO REAL

LÁ VAI UM MENINO















Lá vai um menino

correndo atrás do vazio.

Lá vai um menino,

que de tão pequenino

entre os carros que passam,

se perde no tempo

de ser apenas menino...


Esse menino,

que sonha sozinho,

só pede um pouquinho

da luz que queria.

Ter a estrela pequenina,

quando a noite vai fria.


Pobre menino.

Invisível aos olhos

que vão sonolentos,...

Da tristeza ensaiada,

da vida roubada,

dos sonhos menino.


Esse menino

vai pelas calçadas,

com roupas rasgadas

e a alma em desatino.


Volta menino

a ser pequenino. Vive.

A vida te dará um sorriso

e, quando a noite chegar

e com tuas asas sonhar,

te alcançará o paraíso...

e jamais terás que vagar,

pois terás encontrado o caminho.


Daniel Amaral

04/12/2006


Chico Xavier - Mensagens